Como é feita a polissonografia: durante uma noite de sono comum, você chega à clínica no começo da noite, um técnico coloca sensores adesivos na pele, você dorme em um quarto individual e, pela manhã, os sensores são retirados. O exame não dói, não usa agulha e não exige anestesia. Enquanto você dorme, o equipamento registra o que acontece com o cérebro, a respiração, o coração e os músculos.
Saber o que acontece em cada etapa tira boa parte da ansiedade de quem vai fazer o exame pela primeira vez. A seguir, o passo a passo da noite no laboratório do Centro de Sono Brasil, no Tatuapé, em São Paulo.
Para que serve a polissonografia
A polissonografia é o exame mais completo para investigar o sono. Ela ajuda o médico a diagnosticar apneia obstrutiva do sono, ronco com pausas respiratórias, insônia, movimentos periódicos das pernas, sonolência excessiva durante o dia e outros distúrbios. Por isso, costuma ser pedida para quem ronca alto, acorda cansado mesmo depois de muitas horas na cama ou tem sono demais ao longo do dia.
Na versão feita em laboratório, a polissonografia basal conta com um técnico acompanhando o registro a noite inteira. Se um sensor solta, ele recoloca na hora, sem que a noite de exame seja perdida.
Antes de sair de casa: o preparo do exame
O preparo é simples e faz diferença na qualidade do registro:
- Lave os cabelos no dia do exame e não use gel, creme, óleo ou spray depois. Resíduo no couro cabeludo atrapalha a fixação dos sensores.
- Evite café, chá preto, mate, refrigerante de cola e energético a partir da tarde.
- Jante de forma leve e evite bebida alcoólica no dia.
- Leve os medicamentos de uso contínuo e mantenha os horários de sempre, a não ser que o seu médico tenha orientado outra coisa.
- Separe uma roupa confortável para dormir, de preferência de duas peças.

Como é feita a polissonografia, etapa por etapa
1. Chegada e conversa inicial
Você chega no início da noite, antes do seu horário habitual de dormir. A equipe confere o pedido médico, tira dúvidas e pergunta sobre os seus hábitos de sono e os remédios que você usa. Essa conversa ajuda a interpretar o exame depois.
2. Colocação dos sensores
O técnico limpa a pele e fixa pequenos sensores com pasta condutora e fita adesiva. Eles ficam no couro cabeludo, ao lado dos olhos, no queixo, no peito e nas pernas. Uma cânula fina fica na entrada do nariz para medir o fluxo de ar, duas cintas leves envolvem o tórax e o abdômen para medir o esforço respiratório e um sensor no dedo mede a oxigenação do sangue. A montagem é feita com calma e não causa dor.
3. A noite de sono
Com tudo instalado, você deita em um quarto individual, apaga a luz e dorme. Dá para virar de lado, levantar para ir ao banheiro e pedir ajuda ao técnico a qualquer momento. Os fios são longos o suficiente para você se mexer na cama normalmente.
4. A manhã seguinte
Pela manhã, o técnico retira os sensores e você pode ir embora e seguir a rotina do dia, sem restrição. Os dados registrados seguem para análise e para a emissão do laudo, que é entregue ao médico que pediu o exame.
O que a polissonografia registra
Cada sensor tem uma função. Juntos, eles mostram como o sono se organiza ao longo da noite e o que o interrompe:
- Atividade cerebral: identifica os estágios do sono e os despertares.
- Movimento dos olhos: reconhece o sono REM, a fase dos sonhos.
- Tônus muscular do queixo e das pernas: mostra relaxamento muscular e movimentos durante o sono.
- Fluxo de ar e esforço respiratório: detecta pausas e reduções da respiração.
- Oxigenação do sangue: mostra se a respiração interrompida derruba o oxigênio.
- Ritmo do coração: registra alterações associadas aos eventos respiratórios.
- Posição do corpo e ronco: mostra se os eventos pioram de barriga para cima, por exemplo.
Laboratório ou em casa: qual a diferença
O exame em laboratório tem um técnico presente durante toda a noite. Isso permite corrigir qualquer sensor que solte e, quando o médico indica, ajustar o exame no meio da noite, como acontece na polissonografia com titulação de CPAP. Também é o formato indicado para alguns casos específicos, como a investigação de sonolência excessiva que exige o teste de latência múltipla do sono no dia seguinte.
A escolha entre um formato e outro é do médico que pede o exame, a partir da sua história clínica.
Quando procurar o exame
Vale conversar com o seu médico sobre a polissonografia se você reconhece um ou mais destes sinais:
- Ronco alto e frequente, principalmente se alguém já percebeu pausas na sua respiração.
- Acordar engasgado ou com sensação de falta de ar.
- Cansaço ao acordar e sono durante o dia, mesmo dormindo muitas horas.
- Dor de cabeça pela manhã ou boca muito seca ao acordar.
- Dificuldade de concentração e irritabilidade sem outra explicação.
- Pernas inquietas ou chutes durante a noite.
Com o pedido médico em mãos, a equipe do Centro de Sono Brasil explica o preparo e agenda a noite do exame. Conheça a nossa clínica ou fale com a gente pela página de contato.
Perguntas frequentes
A polissonografia dói?+
Não. Os sensores são colados na pele com pasta condutora e fita adesiva, sem agulha e sem anestesia. O máximo que algumas pessoas sentem é um leve incômodo pela novidade de dormir com os fios.
Quanto tempo dura a polissonografia?+
O exame acontece durante uma noite inteira. Você chega no início da noite, dorme na clínica e é liberado pela manhã, depois que o técnico retira os sensores.
E se eu não conseguir dormir durante o exame?+
É comum dormir um pouco pior na primeira noite fora de casa, e isso já é levado em conta na análise. Algumas horas de sono registradas costumam ser suficientes. Se o registro ficar curto demais, a equipe orienta o que fazer.
Posso ir ao banheiro durante a noite?+
Pode. Basta chamar o técnico, que desconecta os fios do aparelho em poucos segundos e reconecta quando você volta para a cama.
Preciso tomar meus remédios no dia do exame?+
Sim, mantenha os medicamentos de uso contínuo nos horários habituais, a não ser que o médico que pediu o exame tenha orientado diferente. Leve os remédios com você e informe a equipe sobre todos eles.
Posso trabalhar no dia seguinte ao exame?+
Pode. Depois que os sensores são retirados, você segue a rotina normalmente, sem nenhuma restrição.
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